quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quando uma porte se fecha, outra se abre.

Porque nunca se é possível ter tudo. As vezes, pra você ganhar algo novo, você precisa deixar alguma coisa ir embora. Como se fosse um troca. Nem sempre é uma troca fácil, indolor. Nem sempre a porta que se fecha não pode se abrir novamente e nem sempre a porta que se abre, permanecerá aberta.
Só que quando eu falo em portas soa muito como oportunidades, mas nem sempre é assim. As vezes, a porta pode ser um momento. Uma porta que se abre e fecha, sem que você tenha que perder algo pra ela se abrir e sem a certeza de que ganhará algo quando ela se fechar. Como uma janela, que mostra apenas um momento; que mostra apenas a luz do dia enquanto ela brilha lá fora.
Sei que as vezes as portas e as janelas mexem com a gente. As vezes elas nos magoam, as vezes no chateiam ou até, nos deixam com saudades das portas que foram fechadas de forma dolorosa. Mas por um momento, pare de olhar pro corredor, seja pra frente ou pra trás. Você não conseguirá ir pro futuro, vivendo o passado ou  atordoado com o que está vivendo.
Apenas por um momento, desligue a sua cabeça e feche os olhos. Pense nos seus sentimentos. Ou melhor, não pense. Apenas sinta o que você está sentindo. E se lágrimas escorrerem pelo seu rosto, não se repreenda. Se uma risada sair dos seus lábios, não se pergunte o porque. Por um simples momento, se desligue do mundo. Esqueça da opinião das pessoas. Por um momento deixe as emoções te guiarem. E eu sei, que depois de você dar um tempo para a sua cabeça e agir só com o seu coração, você se sentirá bem. Ou deixará de ser tão racional.
Beatriz Hirata

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