quarta-feira, 6 de outubro de 2010

FATO'

Critique o que a massa gosta pra caminhões de insultos serem derramados sobre você. Defenda coisas que essa mesma massa não gosta que a quantidade de terra em cima de você é muito maior. Pinte o cabelo de três cores e ganhe olhares de estranheza na rua. Escreva um conto com palavrões e cenas quentes e ganhe o apoio de quem não entendeu o que você quis dizer; e a refuta dos pseudo-conservadores. Brinque de alguma coisa idiota e legal e veja quem está de fora da brincadeira dizer que aquela é a brincadeira mais idiota que ela já viu. Quem está brincando já sabe disso. E você que está aí reclamando está doida para ser mais uma idiota brincando. Enfim, é só cutucar a ferida de alguém ou tentar externar algum sentimento de maneira diferente para, de graça, receber pedras no teto. Essa é a primeira coisa que muita gente faz quando lê algo com o qual não concorda, sem dar-se o mínimo trabalho de procurar mais sobre o assunto e formar a própria opinião. Mas não, o bichinho da ignorância que mora em todos nós fala sempre mais alto, dizendo: odeie isso, xingue isso, seja mais um no mundo que só reclama, só odeia. Não estou dizendo que é proibido odiar, nem dizendo que precisamos concordar com tudo. Só que existe uma linha muito tênue entre não concordar com uma opinião e sair dizendo pra Deus e o mundo que aquilo é a pior coisa que você já foi obrigado a conhecer em toda a sua vida! Cada um tem sua maneira de se expressar e ela é única, assim como todas as opiniões que cada um tem a respeito do mundo. Não somos robôs, nem irracionais. O que manda é o bom senso. Não gostou? Beleza, direito seu. Há muitas maneiras de dizer a mesma coisa.


Bruna Werneck (Da equipe do Depois dos Quinze)

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